Fábio Porchat no RD Summit 2025.

RD Summit 2025: Quando a estratégia volta ao centro da conversa

De 5 a 7 de novembro, o RD Summit voltou a reunir mentes inquietas, marcas inspiradoras e discussões que ajudam a projetar o futuro do marketing, da tecnologia e dos negócios.

Foram três dias intensos na Expo Center Norte, com um ponto em comum entre os principais palcos: a estratégia voltou a ser protagonista.

Em um cenário saturado por dados, automação e tendências passageiras, os palestrantes reforçaram o que a GMZ.MOKE acredita desde o início, e o que já havia norteado nossa curadoria pré-evento: nenhuma ferramenta gera resultado sem clareza, método e propósito.

1º dia: Estratégia é a base da performance

(Ferruccio Júnior  no Rd Summit 2025)

O evento começou com provocações diretas sobre como empresas podem crescer de forma mais inteligente — e não apenas mais rápida.

Ferruccio Júnior – Reduzindo custos de aquisição de clientes

A palestra de Ferruccio Júnior trouxe um recado que ecoou entre os profissionais de marketing e vendas: “tudo começa no insumo certo.”
A performance, segundo ele, não está na ferramenta, mas na estratégia e na cultura que sustentam o uso dela.  A análise geográfica (GEO) despontou como diferencial competitivo, reduzindo o CAC e melhorando o direcionamento comercial.

Outro ponto de destaque foi a integração entre CAC e LTV, mostrando que gastar mais pode ser inteligente — desde que o retorno cresça ainda mais.
E, por fim, um lembrete essencial: objeções não são surpresas, são parte do processo. Mapeá-las é o que melhora a conversão.

Essa foi uma das apostas da curadoria da GMZ.MOKE, e o palco confirmou: performance nasce do método, não do improviso.

Neil Redding – O futuro da IA

Neil trouxe uma visão quase filosófica sobre o papel da inteligência artificial: ela não é uma ferramenta, mas uma nova espécie.
Pode ser parasita — drenando energia de processos mal estruturados — ou simbiótica, quando potencializa o humano.
O futuro, segundo ele, terá apenas dois tipos de empresas: as que usam IA em tudo e as que deixarão de existir.

Mas o foco não é substituir o pensamento humano, e sim expandir a visão estratégica, permitindo que líderes e equipes construam ecossistemas mais vivos, ágeis e colaborativos.
A IA, nessa nova era, deixa de executar e passa a participar da criação — ao lado de pessoas curiosas e capazes de questionar.

O insight reforça o que a GMZ.MOKE defende em sua metodologia Voo de Cruzeiro: dados e IA são meios. O diferencial está na capacidade humana de interpretar e direcionar.

Rita Midori – O poder da experiência (CX)

Encerrando o primeiro dia, Rita Midori reforçou que CX não é um setor, é uma mentalidade.
Quando a experiência é tratada como parte do negócio, ela deixa de ser custo e passa a ser resultado.
O encantamento nasce do alinhamento interno, da cultura e da clareza sobre o que realmente gera valor para o cliente.

Na prática, Rita traduziu um dos princípios centrais do Voo de Cruzeiro: colocar o cliente no centro da estratégia, e não apenas da operação.

2º dia:  A força do humano nas tendências

(Guta Medeiros no RD Summit 2025)

O segundo dia foi marcado por discussões sobre o equilíbrio entre emoção e automação, e como o marketing precisa recuperar o toque humano em meio ao excesso de estímulos.

Guta Medeiros – CX e o poder do humano

Guta trouxe uma provocação importante: “As marcas estão se comunicando, mas não estão se conectando.”
Em meio à era dos dados, ela defendeu o retorno à empatia como diferencial competitivo.
Experiências memoráveis não nascem de processos, mas de pessoas que entendem pessoas.
O futuro do CX será híbrido,  com tecnologia garantindo eficiência, e o humano garantindo propósito.

A fala reforça o segundo eixo da metodologia GMZ.MOKE: os processos só fazem sentido quando servem à conexão real.

Priscilla Surján – Tendências de Marketing para 2026 (WGSN)

Priscilla trouxe uma síntese poderosa: 2026 será o ano da polarização das tendências, o choque entre o humano e a tecnologia.
Enquanto o mundo se move em ritmo acelerado, o marketing precisa equilibrar emoção e automação.
Cresce o “marketing sensorial”, que desperta dopamina e cria micro alegrias, pequenas doses de bem-estar que conectam.

O uso da IA precisa ser consciente, para evitar a exaustão digital e manter relevância.

Um lembrete importante para marcas que desejam permanecer humanas, mesmo em ecossistemas digitais.

3º dia: Clareza e significado em tempos de IA

(Martha Gabriel durante palestra no Rd Summit 2025)

O último dia de RD foi sobre reflexão, um respiro entre tantos temas técnicos e um convite à consciência.

Martha Gabriel – Pensamento Crítico

Com a frase “o mundo não é o que existe, mas o que acontece”, Martha abriu uma das palestras mais marcantes do evento.
Seu ponto central: não estamos pensando menos, estamos pensando mal.
O pensamento crítico exige energia, curiosidade e disciplina. A pressa, o excesso de tecnologia e a confirmação de ideias favoritas estão minando nossa capacidade de análise.

Ela também destacou o papel do humano frente à IA: “Máquinas são para respostas. Humanos são para perguntas.”  Na era cognitiva, quem pergunta melhor, pensa melhor e se adapta mais rápido.

Essa palestra, também presente na curadoria GMZ.MOKE, mostrou na prática por que clareza é poder, e pensamento crítico, um diferencial competitivo.

Beatriz Guarezi – Branding no mundo pós-IA

Encerrando o evento, Beatriz falou sobre o novo papel das marcas em meio ao caos informacional.
Com o avanço das interações artificiais, o branding passa a dialogar não só com pessoas, mas também com algoritmos.
A marca precisa ser atalho e influência clara o suficiente para ser entendida e consistente para ser lembrada.

“Marca é ponto de encontro em um mundo cada vez mais off-line e criativo.” Resumiu. Mais do que visibilidade, o futuro pede significado e pertencimento.

 A força das marcas estará em proporcionar experiências e sensações que expressem o que realmente queremos viver.

Entre dados e dopamina: o que fica

Ao longo dos três dias, uma mensagem se manteve constante: tecnologia não substitui pensamento, nem processo substitui propósito.

O futuro das marcas, das equipes e dos negócios será definido não pelo uso da IA, mas pela capacidade de pensar antes de agir.

E é exatamente aqui que a GMZ.MOKE se encontra.
Em cada insight do RD Summit 2025, havia um reflexo do nosso jeito de fazer: com método, clareza e estratégia.

Porque na GMZ.MOKE, a estratégia vem antes da ação.
E é assim que transformamos comunicação em resultado.

O RD Summit 2025 terminou, mas os aprendizados continuam se transformando em ação.

Cada insight que compartilhamos é parte do nosso propósito: ajudar marcas a crescerem com método, clareza e propósito. Continue acompanhando a GMZ.MOKE

João Marcello Bonzolan

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